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Questionnaire  final  (copiez-collez le texte et renvoyez-le dûment rempli à mon adresse e-mail : hbaudry at fcsh.unl.pt) 1—Le calendrier : le cours de 18h au total s’est déroulé sur trois semaines ; les fréquences et les horaires (2 cours/semaine, 3 h/cours) vous ont semblé : ·       bien adaptés    ·       mal adaptés ·       sans opinion Quel calendrier auriez-vous préféré ? Jours de la semaine : Heures (hors horaires travail) : 2—Les contenus : le cours visait une approche sur plusieurs siècles (du 16 e au 21 e s.) ; quelles époques vous ont semblé ·       les plus intéressantes ·       les mieux documentées ·       les moins intéressantes ·       les moins documentées 3—Participeriez-vous à un autre cou...
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Aula 6 (3.5) (Hugues Dumont, Portugal Blues , 1986, pormenor da capa ) "Et le combat cessa faute de combattants" (Corneille, le Cid , IV, 3, vers 1328). Ponto 0 : Jules Supervielle, l'Escale portugaise (o texto foi publicado neste blog, dia 15 de março ). Propoem-se fotografias da duas praças de Lisboa (Rossio e Terreiro do Paço) para confrontar com as descrições poéticas. 1--Cromatismos (Portugal a cores): " Un pays inondé de lumière et de noirceur " (Céline Gaille, photographe, 2017). Várias representações fotográficas e picturais: Hélène de Beauvoir (irmã de Simone), que foi residente no Algarve durant e a Segunda Guerra mundial; Denise Colomb , fotógrafa; Jean-Philippe Lenclos , designer; cartazes publicitários para uma marca de vinho do Porto com o seu famoso slogan "le pays où le noir est couleur". 2--Gerações I (1945-1973) 2.1 Portugal em música: Yvette Giraud, Avril au Portugal (1950); Les Cloches de Lisbonne ...
Aula  5 (30.4) Fim do século XIX-século XX: o cosmopolitismo expande-se com o acréscimo da velocidade dos meios de transporte (barco a vapor, comboio). Portugal ocupa o seu lugar no mapa das viagens modernas. Outro marcos histórico do século XX nas relações luso-franceses: a Primeira Guerra mundial, ou Grande Guerra, com a participação do exército da jovem República na frente do norte da França, recentemente comemorada com a presença dos dois chefes de Estado. Mas quando se trata de evocar figuras de proa (a metáfora vale mesmo aqui!), encontramos os viajantes dos séculos XV e XVI. 1--Glórias do passado (cf. Augustin Fournier, En Atlantique. Gloires du Portugal , 1902) 1.1- As homenagens e celebrações poéticas: Victor Hugo, Camões Stéphane Mallarmé, Vasco de Gama (o texto de Mallarmé lê-se nas pág. 420-421 deste artigo em espanhol). 1.2- Sons e imagens 1.2.1-Música das glórias, glória da música A ópera l'Africaine (Scribe e Meyerbeer, 1865) era...
Aula 4 (26.4) 1--Dois acréscimos à aula anterior. 1-1 A propósito da etimologia "imperialista" do Essai statistique de 1810: em 1796, Jean Baptiste Carrère publicou em Paris o Tableau de Lisbonne en 1796. Explica que o nome Portugal deriva de Portus Cale (dérive, à ce qu'on croit, de Portus Cale , ou du port de Cale, ancienne ville située près de l'embouchure du Douro" (p. 341). Os historiadores contemporâneos confirmaram essa explicação "pré-napoleónica"... Poderíamos definir a história como um modo de representação que, proclamando o ideal da verdade, cai facilmente em ficções oportunas. 1.2- A propósito do livro de Caroline Wuiet , le Sterne du Mondego (1809). Sabemos que há pouco realismo, ou exotismo nesse texto. O objetivo da autora não é contar a sua vida em Portugal, nem do seu marido, oficial francês emigrado e servindo  o exército (o seu nome consta da lista dada por Castelo Branco Chaves em A emigração francesa em Portugal durante ...
Aula 3 (24.4) 1--O "século de Voltaire": entre Luzes e escuridão Um marco historico: o(s) terramoto(s) de 1755 (veja uma reconstituiç ão em inglês; leia sobre a hip ótese do duplo sismo ). Como o fez o Poggio, humanista italiano do século XV, sobre as ruínas de Roma, alguns representaram Lisboa destruída pela beleza das suas: veja algumas gravuras do Recueil des plus belles ruines de Lisbonne causées par le tremblement et par le feu du premier novembre 1755 , por Le Bas, Jacques-Philippe Le Bas e Miguel Tibério Pedegache. Limitar a história dum período, breve ou não, a uma personalidade e a sua obra é altamente criticável e isto fica válido na nossa abordagem. No entanto, da mesma maneira que a progressão dos nossos trabalhos segue alguns marcos históricos, teremos em conta o fato de que Voltaire é uma marco intelectual de grande relevo não só pela força das suas ideias  como pela variedade das passagens na sua obra diretamente contemplados ...
Aula 2 (19.4) Fim das sessões sobre as representações de Portugal na literatura francesa dos séc. XVI e XVII. Um primeiro percurso que se poderia intitular: entre as "delícias" e o horror, sobre o mar e em terra(s). Foi aprofundada a noção de representação, que, por etimologia, significa voltar a tornar presente. Daí o uso no mundo teatral. Para nós, se existe um palco, é o da consciência (as ideias, palavra de origem grega com o significado de imagem). Quando Pageaux fala em imagens, também se trata do fenómeno mental. No entanto, a representação em análise tem uma existência real, a da letra ou, como veremos depois, da imagem visual. É essa materialidade das representações que abordamos, descobrindo, através dos textos, fatos, paisagens, indivíduos, etc., que os autores julgaram dignos de ser representados. Até agora, foram : J. Alphonse, F. Rabelais e M. de Montaigne (séc. XVI); Monconys, J. Colmenar e Ch. Dellon (séc. XVII), todos viajantes, que entraram en conta...
Aula 1 (17.04) Por motivos de distribuição de sala, a aula começou às 19 horas. Foi feita uma apresentação dos objetivos culturalo-linguísticos do curso assim como uma breve introdução às abordagens críticas que serão conduzidas. A noção de representação deve ser conectada com outras noções como as de imagem, relação ou recepção, que, "chemin faisant", iremos encontrar e desenvolver. Hoje, falámos de relações: as relações entre França e Portugal são uma questão histórica. Com a fundação do Reino Portucalensis, ouve-se frequentemente falar nas origens francesas do país. No entanto, a Borgonha não era "francesa" mas sim um Estado que viria a perder a sua independência no fim do século XV. Representar significa encenar o "outro" e um "alhures". E  dar a imagem de um alhures é fazer "a história das ilusões sobre o estrangeiro" (J.-M. Moura,  p. 55, trad. HB). A representação fazendo-se numa língua dada, todo o representado por um repr...