Accéder au contenu principal
Aula 6 (3.5)

(Hugues Dumont, Portugal Blues, 1986, pormenor da capa)



"Et le combat cessa faute de combattants"
(Corneille, le Cid, IV, 3, vers 1328).



Ponto 0 : Jules Supervielle, l'Escale portugaise (o texto foi publicado neste blog, dia 15 de março). Propoem-se fotografias da duas praças de Lisboa (Rossio e Terreiro do Paço) para confrontar com as descrições poéticas.

1--Cromatismos (Portugal a cores):
"Un pays inondé de lumière et de noirceur" (Céline Gaille, photographe, 2017).
Várias representações fotográficas e picturais:
Hélène de Beauvoir (irmã de Simone), que foi residente no Algarve durant e a Segunda Guerra mundial;
Denise Colomb, fotógrafa;
Jean-Philippe Lenclos, designer;
cartazes publicitários para uma marca de vinho do Porto com o seu famoso slogan "le pays où le noir est couleur".

2--Gerações I (1945-1973)
2.1 Portugal em música:
Yvette Giraud, Avril au Portugal (1950);
Les Cloches de Lisbonne (Maria Candido, 1959) e Gloria Lasso (1985);
Cena do filme de Henri Verneuil, les Amants du Tage (1955), segundo o romance homónimo de Joseph Kessel (1954): no filme, é Amália Rodrigues que canta Barco negro, uma cena muito adaptada uma vez que, no texto de Kessel, a fadista é gorda e pequena e há "um tuberculoso" que também canta.
Todas essas imagens tiveram grande êxito mas ficam desvinculadas de qualquer realidade política.

2.2 Portugal em França: a imigração e os subúrbios. Voltemos à realidade social:
Entrevista com Christian de Chalonge sobre o seu filme O Salto (1967);
canção de Joe Dassin, le Portugais (1970).

3--Gerações II (1974)
Georges Moustaki, Avril au Portugal (1974);
A viagem revolucionária; por exemplo, um livro reportagem: Pierre Audibert et Daniel Brignon, Portugal. Les nouveaux centurions (1974).

4--Gerações III (1974-201...)
Um filme: Alain Tanner (Suisse), Dans la ville blanche (1983) (extracto: a solidão do marinheiro através as ruas e nos bares de Lisboa com uma sequência 8 mm);
e um livro: Jean-Yves Loude, Lisbonne. Dans la ville noire (2003) - um dos escritos mais originais dos últimos anos sobre Lisboa, em que o autor narra e descreve a presença africana no espaço-tempo da cidade (extrato: passagem sobre a rua do Poço dos Negros).
Pode-se ouvir uma emissão radiofónica com o autor.



5--Duas atividades
Para ver: Nuno, enfant du Portugal (1985).
E redigir: O Nuno já conta com mais trinta anos de vida! Como será a sua vida hoje?

Uma web-atividade: inventariar e analisar as ocorrências num browser (ou dois para comparar os resultados), introduzindo no motor de pesquise as expressões exatas seguintes:
“représentations du Portugal” - résultats (Qwant:) textes  images ; (Google:) textes  images
“images du Portugal”
“les Portugais sont”
“le Portugal est”



Próximo post: um questionário sobre o curso.

Commentaires

Posts les plus consultés de ce blog

Aula 4 (26.4) 1--Dois acréscimos à aula anterior. 1-1 A propósito da etimologia "imperialista" do Essai statistique de 1810: em 1796, Jean Baptiste Carrère publicou em Paris o Tableau de Lisbonne en 1796. Explica que o nome Portugal deriva de Portus Cale (dérive, à ce qu'on croit, de Portus Cale , ou du port de Cale, ancienne ville située près de l'embouchure du Douro" (p. 341). Os historiadores contemporâneos confirmaram essa explicação "pré-napoleónica"... Poderíamos definir a história como um modo de representação que, proclamando o ideal da verdade, cai facilmente em ficções oportunas. 1.2- A propósito do livro de Caroline Wuiet , le Sterne du Mondego (1809). Sabemos que há pouco realismo, ou exotismo nesse texto. O objetivo da autora não é contar a sua vida em Portugal, nem do seu marido, oficial francês emigrado e servindo  o exército (o seu nome consta da lista dada por Castelo Branco Chaves em A emigração francesa em Portugal durante ...
Aula 3 (24.4) 1--O "século de Voltaire": entre Luzes e escuridão Um marco historico: o(s) terramoto(s) de 1755 (veja uma reconstituiç ão em inglês; leia sobre a hip ótese do duplo sismo ). Como o fez o Poggio, humanista italiano do século XV, sobre as ruínas de Roma, alguns representaram Lisboa destruída pela beleza das suas: veja algumas gravuras do Recueil des plus belles ruines de Lisbonne causées par le tremblement et par le feu du premier novembre 1755 , por Le Bas, Jacques-Philippe Le Bas e Miguel Tibério Pedegache. Limitar a história dum período, breve ou não, a uma personalidade e a sua obra é altamente criticável e isto fica válido na nossa abordagem. No entanto, da mesma maneira que a progressão dos nossos trabalhos segue alguns marcos históricos, teremos em conta o fato de que Voltaire é uma marco intelectual de grande relevo não só pela força das suas ideias  como pela variedade das passagens na sua obra diretamente contemplados ...

vestibule

Bienvenu sur le site du cours libre Portugal em Francês: representações literárias e artísticas (Séculos XVI-XXI) Le Portugal en français: représentations littéraires et artistiques (XVI-XXIe siècles) du 17-04 au 3.05.2018 Informations principales: cliquer ici Hervé Baudry