Aula 1 (17.04)
Por motivos de distribuição de sala, a aula começou às 19 horas.
Foi feita uma apresentação dos objetivos culturalo-linguísticos do curso assim como uma breve introdução às abordagens críticas que serão conduzidas.
A noção de representação deve ser conectada com outras noções como as de imagem, relação ou recepção, que, "chemin faisant", iremos encontrar e desenvolver. Hoje, falámos de relações: as relações entre França e Portugal são uma questão histórica. Com a fundação do Reino Portucalensis, ouve-se frequentemente falar nas origens francesas do país. No entanto, a Borgonha não era "francesa" mas sim um Estado que viria a perder a sua independência no fim do século XV.
Representar significa encenar o "outro" e um "alhures". E dar a imagem de um alhures é fazer "a história das ilusões sobre o estrangeiro" (J.-M. Moura, p. 55, trad. HB).
A representação fazendo-se numa língua dada, todo o representado por um representador não passa de uma tradução: representar é traduzir, mas num sentido lato, não exclusivamente linguístico (um pouco da mesma maneira que dizemos "traduzir sentimentos").
Daí vários aspetos problemáticos que iremos encontrar na confrontação com o nosso material literário e artístico (em boa parte, textos escritos, mas também iconográficos, animados e sonoros), listados sem ordem preconceituada:
--a toponomia;
--o intraduzível e o irrepresentável;
--o estereótipo;
--o referencial literário e a herança cultural;
--a ortografia, a pronuncia (vejam um exemplo em D.-H. Pageaux, p. 40).
Ontem, confrontámo-nos com dois autores: Jean Alfonce e François Rabelais.
Dois modos representativos com forte tendência realista foram abordados: a descrição geográfica (por viagem marítima) do primeiro, mestre de navegação, e a narração de fatos históricos, em 1536, de que o segundo foi testemunho.
Os textos lidos aqui
Para os anexos iconográficos ver aqui.
Próxima aula, amanhã, sala 104 (Torre A, piso 1, ao lado da de ontem).
Por motivos de distribuição de sala, a aula começou às 19 horas.
Foi feita uma apresentação dos objetivos culturalo-linguísticos do curso assim como uma breve introdução às abordagens críticas que serão conduzidas.
A noção de representação deve ser conectada com outras noções como as de imagem, relação ou recepção, que, "chemin faisant", iremos encontrar e desenvolver. Hoje, falámos de relações: as relações entre França e Portugal são uma questão histórica. Com a fundação do Reino Portucalensis, ouve-se frequentemente falar nas origens francesas do país. No entanto, a Borgonha não era "francesa" mas sim um Estado que viria a perder a sua independência no fim do século XV.
Representar significa encenar o "outro" e um "alhures". E dar a imagem de um alhures é fazer "a história das ilusões sobre o estrangeiro" (J.-M. Moura, p. 55, trad. HB).
A representação fazendo-se numa língua dada, todo o representado por um representador não passa de uma tradução: representar é traduzir, mas num sentido lato, não exclusivamente linguístico (um pouco da mesma maneira que dizemos "traduzir sentimentos").
Daí vários aspetos problemáticos que iremos encontrar na confrontação com o nosso material literário e artístico (em boa parte, textos escritos, mas também iconográficos, animados e sonoros), listados sem ordem preconceituada:
--a toponomia;
--o intraduzível e o irrepresentável;
--o estereótipo;
--o referencial literário e a herança cultural;
--a ortografia, a pronuncia (vejam um exemplo em D.-H. Pageaux, p. 40).
Ontem, confrontámo-nos com dois autores: Jean Alfonce e François Rabelais.
Dois modos representativos com forte tendência realista foram abordados: a descrição geográfica (por viagem marítima) do primeiro, mestre de navegação, e a narração de fatos históricos, em 1536, de que o segundo foi testemunho.
Os textos lidos aqui
Para os anexos iconográficos ver aqui.
Próxima aula, amanhã, sala 104 (Torre A, piso 1, ao lado da de ontem).
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