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Affichage des articles du avril, 2018
Aula 4 (26.4) 1--Dois acréscimos à aula anterior. 1-1 A propósito da etimologia "imperialista" do Essai statistique de 1810: em 1796, Jean Baptiste Carrère publicou em Paris o Tableau de Lisbonne en 1796. Explica que o nome Portugal deriva de Portus Cale (dérive, à ce qu'on croit, de Portus Cale , ou du port de Cale, ancienne ville située près de l'embouchure du Douro" (p. 341). Os historiadores contemporâneos confirmaram essa explicação "pré-napoleónica"... Poderíamos definir a história como um modo de representação que, proclamando o ideal da verdade, cai facilmente em ficções oportunas. 1.2- A propósito do livro de Caroline Wuiet , le Sterne du Mondego (1809). Sabemos que há pouco realismo, ou exotismo nesse texto. O objetivo da autora não é contar a sua vida em Portugal, nem do seu marido, oficial francês emigrado e servindo  o exército (o seu nome consta da lista dada por Castelo Branco Chaves em A emigração francesa em Portugal durante ...
Aula 3 (24.4) 1--O "século de Voltaire": entre Luzes e escuridão Um marco historico: o(s) terramoto(s) de 1755 (veja uma reconstituiç ão em inglês; leia sobre a hip ótese do duplo sismo ). Como o fez o Poggio, humanista italiano do século XV, sobre as ruínas de Roma, alguns representaram Lisboa destruída pela beleza das suas: veja algumas gravuras do Recueil des plus belles ruines de Lisbonne causées par le tremblement et par le feu du premier novembre 1755 , por Le Bas, Jacques-Philippe Le Bas e Miguel Tibério Pedegache. Limitar a história dum período, breve ou não, a uma personalidade e a sua obra é altamente criticável e isto fica válido na nossa abordagem. No entanto, da mesma maneira que a progressão dos nossos trabalhos segue alguns marcos históricos, teremos em conta o fato de que Voltaire é uma marco intelectual de grande relevo não só pela força das suas ideias  como pela variedade das passagens na sua obra diretamente contemplados ...
Aula 2 (19.4) Fim das sessões sobre as representações de Portugal na literatura francesa dos séc. XVI e XVII. Um primeiro percurso que se poderia intitular: entre as "delícias" e o horror, sobre o mar e em terra(s). Foi aprofundada a noção de representação, que, por etimologia, significa voltar a tornar presente. Daí o uso no mundo teatral. Para nós, se existe um palco, é o da consciência (as ideias, palavra de origem grega com o significado de imagem). Quando Pageaux fala em imagens, também se trata do fenómeno mental. No entanto, a representação em análise tem uma existência real, a da letra ou, como veremos depois, da imagem visual. É essa materialidade das representações que abordamos, descobrindo, através dos textos, fatos, paisagens, indivíduos, etc., que os autores julgaram dignos de ser representados. Até agora, foram : J. Alphonse, F. Rabelais e M. de Montaigne (séc. XVI); Monconys, J. Colmenar e Ch. Dellon (séc. XVII), todos viajantes, que entraram en conta...
Aula 1 (17.04) Por motivos de distribuição de sala, a aula começou às 19 horas. Foi feita uma apresentação dos objetivos culturalo-linguísticos do curso assim como uma breve introdução às abordagens críticas que serão conduzidas. A noção de representação deve ser conectada com outras noções como as de imagem, relação ou recepção, que, "chemin faisant", iremos encontrar e desenvolver. Hoje, falámos de relações: as relações entre França e Portugal são uma questão histórica. Com a fundação do Reino Portucalensis, ouve-se frequentemente falar nas origens francesas do país. No entanto, a Borgonha não era "francesa" mas sim um Estado que viria a perder a sua independência no fim do século XV. Representar significa encenar o "outro" e um "alhures". E  dar a imagem de um alhures é fazer "a história das ilusões sobre o estrangeiro" (J.-M. Moura,  p. 55, trad. HB). A representação fazendo-se numa língua dada, todo o representado por um repr...
Début des cours, demain, 17 avril! Rendez-vous salle 1.05 (Torre A, piso 1). AVIS IMPORTANT A la suite d'une modification dans la distribution des salles, le cours ne commencera qu'à 19 heures. Início da aula às 19 horas. Estarei no bar do pátio de entrada.
Dados bibliográficos (I): três títulos para uma reflexão teórica Cunha,  Paulo  F.  da,  la  Culture  portugaise  et  la  France  littérair e  www.hottopos.com/videtur19/pfcunha.htm Moura,  Jean-­‐Marc,  l’Europe  littéraire  et  l’ailleurs ,  Paris:  PUF,  1998,  pp.  35-­‐55 (pdf fornecido por mim; ver contato @) Pageaux,  Daniel-­‐Henri,   Imagens  de  Portugal  na  cultura  francesa ,  Lisboa:  Biblioteca  Breve,  1984 (exemplares na ULFL, cota: 930.85(469) PAG,D-CC; e no ICS, cota L.L.-98 )